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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

22
Ago23

Sobre o que o tempo diz ao tempo?

Carla

 

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Diz-lhe que tem o tempo que o tempo tem. E no final o tempo passa, daqui a 20 anos já nada tem importância. Resta-nos a memória dos locais que visitámos, dos sítios por onde andámos e dos momentos que vivemos. O melhor mesmo é aproveitar a vida e tudo que tem para nos oferecer. Amanhã tudo passou.

Dia 3 - Regresso ao Luxemburgo 

A Rosa acordou com o pé super inchado, qualquer trail, passeio ou esforço estava fora de questão. Decidimos antecipar o regresso ao Burgo, pelas estradas nacionais que ligavam umas aldeias às outras em direcção a Colmar, e daí seguimos pela autoestrada até casa. 

Gerardmer merece outra visita. Desta vez será no inverno, quando toda a paisagem estiver pintada de  branco com a neve. 

Amanhã, dia 15 de Agosto, sigo para Maastrich.

22
Ago23

Quatro dias tem quantas horas?

Carla

Dia 2 -  lagos do Vosges 

O plano do nosso segundo dia seria uma caminhada de 18 km, um percurso circular que liga quatro lagos. Lac Blanc, Lac Vert, Lac des Truites e o Lac Noir. Tínhamos a informação de que era um percurso difícil, troços com subidas íngremes, descidas complicadas, por caminhos de pedras e raízes de àrvores, mas sabíamos que era um percurso lindíssimo e estávamos dispostas a fazê-lo. 

Depois do pequeno almoço no hotel demos início à aventura do dia. Seguimos em direcção a Gerardmer e pegámos a Route des Crêtes, que nos levaria ao estacionamento perto do Lac Blanc onde dariamos início à caminhada. A estrada é de uma beleza indescritível, a típica paisagem do Vosges com pinheiros a descer as encostas, um panorama inesquecível para ser feito a um ritmo lento, com paragens para apreciar. A primeira paragem foi pouco tempo depois, o miradouro do Rocher du Diable, que proporciona uma vista espectacular do Lac Longemer e da pequena cidade Xonrupt, onde contavamos ir no terceiro dia deste passeio pelo Vosges. 

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Carro estacionado, mochila às costa com a garrafa de àgua, termo com café que enchi no hotel, umas barrinhas de cereais que andam sempre comigo e pés a caminho até ao Lac Blanc visto de cima, um caminho fácil de fazer de 2 km, tempo excelente para caminhar. Seguido de um admirar a paisagem e umas fotos para mais tarde recordar, começamos a descer em direção ao lago, e a Rosa começou a mancar do pé que partiu em maio. Decidimos que o melhor era abortar a missão e regressar ao carro. Faríamos pequenos percursos para ver os lagos.

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A caminhada maior, uns 8km ida e volta, foi até ao Lac Vert, onde para baixo todos os santos ajudaram, para cima é que a porca torceu o rabo!

Almoçámos perto das 4h num refúgio de montanha, que ficava a meio da subida, o Chalet Erichson du club Vosgiens, prato de escolha única, que nos disse o dono que é para dar força a quem caminha, composto por três fatias de bacon fumado, quatro tipos de queijo, mostarda, pão e manteiga,  seguido de uma fatia de tarte de mirtilos, levemente doce e azeda, ao som da corneta alpina e com uma vista soberba! 

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Não fomos ao lac des truites, fica para uma próxima ida ao Vosges. 

De volta a Épinal, passeámos pelas ruas da vila, fizemos o circuito turístico pela parte velha da cidade, subimos às muralhas do castelo e comemos uma gauffre no café da praça central.

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Ás  21h voltamos para o hotel, porque o spa estava incluído no preço do quarto e claro que iamos aproveitar! E como soube bem! A noite terminou com uma cerveja no bar do hotel e um pézinho de dança, já que a festa por lá estava bem animada!

 

 

18
Ago23

Quatro dias tem quantas horas?

Carla

Dia 1 -  Les Cascades du tendon/ Épinal (cont)

Saimos de Gerardmer pouco depois das 14h, tinhamos perto de 40km até Épinal. Hora e pouco até ao hotel, não fosse pelo caminho termos visto uma placa a indicar "petit cascade du tendon". Perto da cascata há um estacionamento, onde deixámos o carro e seguimos a pé. Uma placa indicava um pequeno percurso até à grande cascata. Quem vê a pequena fica com curiosidade de ver a grande. Pusemos-nos a caminho por um terreno plano, sem grande dificuldade. Se uma era bonita a outra era magnifica. Uma queda de água com 32 metros de altura, um oásis de frescura, rodeada por uma vegetação digna de ser contemplada. O regresso até à pequena cascata decidimos fazer o percurso circular, um total de 7 km que nos permitiu apreciar a beleza das florestas do Vosges. Mas é possivel regressar pelo mesmo caminho, e quem não gosta de caminhar, ambas quedas de àgua têm estacionamento ao lado.

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Petit cascade du Tendon

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Grand cascade du tendon

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Estava na hora de pegar a estrada até Épinal, ainda não tínhamos dado sinal de vida e já tinham enviado duas mensagens, a primeira a saber a que horas chegávamos e a segunda a avisar que o restaurante estava completo. Como não almoçámos, precisávamos de jantar e depois do check-in feito, a solução foi ir até à vila procurar onde comer. Agosto é época baixa e quase tudo estava fechado e os poucos restaurantes abertos estavam completos. Queriamos comer local mas esquecemos-nos que era preciso reservar. Acabámos por comer o que foi possivel, numa esplanada no centro.

Numa volta rápida pela cidade percebemos, que esta não tinha grande charme, decidimos não lhe dedicar muito tempo. Umas horas no dia seguinte, talvez.

Diz que quem corre por gosto não cansa, mas cansa. Estávamos derreadas! Há muitas horas acordadas, e já contávamos com muitos kilometros no carro e nas pernas! Regressamos ao hotel.

 

17
Ago23

Quatro dias tem quantas horas?

Carla

Dia 1 - Gerardmer 

O despertador tocou às quatro da manhã, se fosse para ir trabalhar, acreditem, andaria de trombas e de mau humor todo o santo dia, mas o motivo era outro, e assim que tocou, levantei-me, abri a janela e sorri. E há hora combinada estava mais que pronta para seguir rumo, conhecer uma zona que há já algum tempo está nos meus planos. Voges. Não havia um plano traçado, nada programado, ao chegar lá decidiamos. Iamos ao sabor do vento e das recomendações dos locais. Tinhamos 235 km até chegar ao destino, mas não iamos com pressa e durante o caminho fomos presenteadas  com o espectáculo imperdível de ver nascer o sol e o arco íris e a melhor maneira de disfrutar do momento, é parar.

Eram oito horas quando estacionamos em frente ao lago, a cidade ainda dormia, as poucas pessoas que andavam pela rua, aproveitavam a fresca para uma caminhada, ou carregavam as baguetes para o pequeno almoço. Também nos apetecia um café e um croissant quentinho, uma senhora indicou-nos um local no centro da vila, os cafés e restaurantes à beira do lago só abriam às dez horas. Seguimos para o centro. Uma zona de calçada, lojinhas de ambos os lados, que nos levou a um grande praça, a casa de chá recomendada estava ainda fechada, sentamos-nos na esplanada do "Mémé" e aguardamos tranquilamente ser atendidas. O café e o croissant veio acompanhado de sumo de laranja feito na hora, compotas, manteiga, pão quente e estaladiço. Depois deste banquete decidimos não almoçar. Aproveitamos também para pesquisar onde iámos dormir e decidimos pernoitar em Épinal, já que este seria o próximo destino.

Foi a decoração do Mémé que me despertou a atenção, o terno "nada se perde, tudo se transforma" era visivel em cada canto, começando logo pela esplanada, as mesas eram sinais de trânsito, portas antigas, bicicletas velhas com tampos de madeira em cima, as cadeiras cada uma da sua nação, no interior tudo mereceu atenção ao promenor da minha parte. Prateleiras e mais prateleiras, cantinhos e recantos com peças que alguém colecionou ao longo dos anos e que os proprietários do espaço guardam com o carinho que merecem.

Aos poucos a vila começou a ganhar vida, demos uma volta, aproveitei para comprar o imân para a coleção, o postal e o selo, que tenho por hábito enviar para os meus pais de cada local que visito. 

Seguimos rumo ao lago, antes sem ninguém e três horas depois tinha imensa gente. Iniciámos a primeira caminhada do fim-de semana, pequenina, 6 km para espairecer, molhar os pés, apreciar as àrvores, as montanhas e o azul da àgua. De um momento para o outro o sol começou a esconder-se e deu lugar a um céu escuro e carregado, depois de uns trovões ruidosos e uns relâmpagos sobre o lago, uma carga de água apanhou-nos já no regresso ao ponto de partida. Soube bem aquela chuvinha. Estava um calor abafado e insuportável. Refrescou.

E assim completamente encharcadas, entramos no carro e seguimos para Épinal. 

 

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