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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

05
Abr24

Ao fim de três dias todo o hóspede enjoa.

Carla

 

Minha querida amiga Tendinite,

Tu que tens um nome giro que se farta, podias ter sido nome de perfume, de flor, de uma pedra preciosa, de mil e uma coisa, mas não! Resolveste dar o teu gracioso nome a uma inflamação de um tendão.

No fundo, até te consigo suportar e tolerar quando dormes, és uma companhia simpática quando não sinto a tua presença, mas ... Porque despertaste? Saudades do jeitoso do fisioterapeuta? Tem juízo rapariga, dá-me descanso! Deixa-me realizar sem dificuldades as tarefas simples do dia-a-dia.

Ou então, vai-te!

Nunca ninguém te disse, que ao fim de três dias todo o hóspede incomoda? Eu não te convidei para minha casa, fizeste-te convidada, chegaste sem avisar, foste ficando e ocupando espaço, olha... e mais te digo, a tua presença, começa a atrapalhar-me e bastante, a vida! 

02
Abr24

Cheguem-se à frente!

Carla

Vá lá, confessem!

Quem foi o engraçadinho ou a engraçadinha, que andou a trocar as massas quebradas de lugar no supermercado?

A quiche de espinafres e cogumelos a massa quebrada era salgada. A quiche de bacon e cogumelos a massa quebrada era doce... eu fui ao sítio certo e tirei as duas do mesmo monte.

O jantar dependia dessas duas embalagens de massa quebrada e a coisa não correu lá muito bem.

Engraçadinhos.

 

20
Mar24

Aí está ela, a Primavera!

Carla

 

Está prestes a chegar e este é daqueles que não precisa de convite, chega e instala-se, sem maneiras e sem modos,  vai-se impor, estender-se desde a rua ao interior da casa. Pairar no ar. Vai ser inalado e depois vão começar as fungadelas, os espirros consecutivos, as comichões na pele, as irritações nos olhos, céu da boca e garganta. Vou começar a ficar impaciente porque os anti-histamínicos, descongestionantes e os corticoides não agem na rapidez da minha necessidade de alívio. Não tardará em ficar mal-humorada e logo, logo, começo a desejar que chova para acalmar a situação.  Eu própria sou um paradoxo, uma pessoa que vive em eterna contradição, eu que tanto anseio por sol e bom tempo... gera-se a desordem na minha cabeça. 

Só queria ser uma pessoa livre e sem narinas entupidas. 

Maldito pó amarelo!

18
Mar24

Profiter...

Carla

"on va profiter..." diz-me a patroa

Eu cá quando ouço a palavra "profiter" (profitar em emigrês, francotuga) ou seja ... aproveitar,  num dia de sol como o de hoje, remete-me logo para uma praia de areias finas e águas claras, mas afinal o que ela queria com o "profiter" era...

On va profiter que la voiture n'est pas là pour nettoyer la.... garage!

 

Olhem... Merdinha, sim?!

15
Mar24

Os filhos não entendem as mães.

Carla

Andam sempre de telemóvel na mão, mas quando uma mãe lhes liga, não atendem. 

Ontem de manhã mandei uma mensagem ao mais novo, cheia de saudades, a informá-lo que quando chegasse do trabalho lhe ligava. Três chamadas não atendidas no telemóvel, duas chamadas no facebook e duas mensagens. Nunca atendeu, coisa que nem é nada dele. Quando não pode atender, assim que pode, telefona. 

Mas ontem o miúdo, nem atendeu, nem devolveu. Estas criaturas, os filhos, não entendem que coração de mãe é fraco, ao mais pequeno susto elas desfalecem e caiem durinhas no chão só de pensar que pode ter acontecido o pior. 

Hoje de manhã, assim que o vi online, liguei-lhe, como não atendeu... de novo, três vezes seguidas... mando-lhe mensagem, "sou eu a tua mãe, a mulher que te carregou durante 8 meses e sofreu horrores para te parir, lembras-te de mim?"

Uns dez minutos depois chega a resposta, "que dramática acordou a senhora minha mãe !🤣🤣🤣🤣, estou a tomar duche, já te ligo"

Lá ligou. 

Mãe é dramática. Mãe sofre. Mãe desepera... 

Os filhos não nos entendem!

 

 

 

13
Mar24

Quem tem mazelas, tudo lhe dá nelas.

Carla

Hoje estou para aqui virada. Os ditos populares acompanham-me. Mas o meu joelho esquerdo é a prova em que não se pode ter uma mísera dorzita, que tudo lá vai bater e agravar a dor.

Aqui à uns tempos queixei-me, e eu que nem sou nada de me queixar, que cada vez que subo ou desço escadas o joelho doi-me. Fui à médica e a senhora doutora, depois de dobrar, esticar, flectir para a esquerda e para a direita, chegou à conclusão que não tinha nada, nem líquido, nem inchado e o ranger do joelho era normal. Coisa da idade. Psicológico deu ela a entender...  Na última longa caminhada que fiz, descobri que não é o joelho que me doi, é perto da rótula do lado direito que o meu psicológico me atormenta, pois nessa noite o psicológico cada vez que encostava no lençol manifestava-se numa dor aguda. Talvez devesse ter ido à médica no dia seguinte, mas não fui. Até hoje não pus lá mais os pés. Até porque o meu psicológico não tem dado sinais. Mas na quinta ao sentar-me num banco bati com o psicológico nele, nada de grave. Na sexta ao subir o passeio coloquei mal o pé e o psicológico reclamou. No domingo à noite depois de todos os quilómetros feitos durante o fim-de-semana, o psicológico sentiu-se. Segunda e ontem dei-lhe descanço, mas hoje já lhe fiz outra mazela, ao ajoelhar-me para aspirar debaixo da cama, bati com o psicológico no chão à bruta, o desgraçado até uivou, de modos que estou a pensar voltar à médica.

Ela que me desculpe a insistência, mas isto de psicológico não tem nada. A mazela tá lá e hoje doi que se farta! 

 

 

 

24
Fev24

Caldeirada de assuntos.

Carla

Quatro graus às catorze e trinta da tarde. Boa tarde. 24 de Fevereiro, Sábado.  Acabei de comer um pain au chocolat, foi-me oferecido com tanto carinho enquanto limpava a entrada do prédio, não podia recusar, e soube-me muito bem. Eu que andei uma semana toda a evitar o açúcar, mas dias não são dias. Entretanto já me enervei, fui aos correios, na Segunda recebi um aviso de uma carta registada que vinha de Portugal, só Deus sabe o que me chateia ter de ir aos correios por causa do tempo que lá se perde. Era o boletim de voto, já ontem me questionei quando chegaria. Chegou Segunda, já o tenho comigo, já posso exercer o meu direito de votar. O sol já espreitou hoje, assim como já choveu e também já caíu granizo, o vento sopra frio, está desagradável para andar na rua. Também já passei no supermercado mas tenho de lá voltar,  tenho também voltar ao prédio, deixei-me ficar na ronha esta manhã e o restaurante estava já a funcionar quando limpei a entrada. As camas estão feitas de lavado e os lençois estendidos na varanda para secar, se o tempo ajudar. Uma máquina de roupa escura está já em andamento. Recebi uma mensagem daquelas que não sei muito bem o que responder, a vontade foi não responder ou segunda hipótese, responder e mandar à merda, ele há pessoas que criam a sua própria infelicidade, não aceitam que não vale a pena insistir, confundem um sentimento de amizade com algo mais e teimam em viver infelizes, lamento não corresponder às expectativas criadas. Não respondi. O silêncio é uma resposta, há que o entender. Mas como isto dura há mais de um ano, talvez a compreensão esteja difícil. Paciência. E eu que agora devia estar a teclar naquilo que me pertence fazer, estou aqui sentada no sofá a teclar uma caldeirada de assuntos. Boa tarde, outra vez.

22
Fev24

Chamem-me cuscuvilheira que eu não me chateio nadinha!

Carla

Mas se há coisas que gosto é de ouvir as conversas no autocarro. Principalmente se a pessoa é do sexo masculino e é cagão. Sim, aqui atrás de mim vai sentado uma espécie de homem que é uma espécie de gabarolas. É que depois estas pessoas, vão ao telefone de fones nos ouvidos e acham que viajam sozinhos, falam alto e a bom som porque acreditam que são os únicos portugueses que ali vão sentados. É solteiro, está cá há a 1 ano, trabalha quando a empresa de cedência o chama, tem a namorada em Portugal, mas tem conhecido uma miúdas fixes. Ahhh e usa as calças ao fundo do cú. Adoro cagarolas. E ainda dizem que as mulheres é que são quadrilheiras, é é!

16
Fev24

Euzinha, aquela bitche!

Carla

Enquanto tomávamos o pequeno almoço, comentei com Euzinha que, os músculos na parte interior da coxa me doiam horrores desde terça-feira, dia do treino de pernas, ao que ela respondeu, sem levantar os olhos do prato, onde dispôs um pão de cereais caríssimo, barrado com abacate, tudo comprado por mim. E no topo um ovo bio estrelado em azeite, parido por uma galinha feliz, se não é feliz tem tudo para o ser, da quinta em Hesperange, que sou Eu que vou lá buscar à quarta-feira, quando vou trabalhar para aquela zona, e nunca vi um tostãozinho dos ovos, nem um obrigada, "é sinal que os tens".... "Filha de rapariga",  como dizem os nosso  mano brasileiro.

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