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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

05
Abr24

Ao fim de três dias todo o hóspede enjoa.

Carla

 

Minha querida amiga Tendinite,

Tu que tens um nome giro que se farta, podias ter sido nome de perfume, de flor, de uma pedra preciosa, de mil e uma coisa, mas não! Resolveste dar o teu gracioso nome a uma inflamação de um tendão.

No fundo, até te consigo suportar e tolerar quando dormes, és uma companhia simpática quando não sinto a tua presença, mas ... Porque despertaste? Saudades do jeitoso do fisioterapeuta? Tem juízo rapariga, dá-me descanso! Deixa-me realizar sem dificuldades as tarefas simples do dia-a-dia.

Ou então, vai-te!

Nunca ninguém te disse, que ao fim de três dias todo o hóspede incomoda? Eu não te convidei para minha casa, fizeste-te convidada, chegaste sem avisar, foste ficando e ocupando espaço, olha... e mais te digo, a tua presença, começa a atrapalhar-me e bastante, a vida! 

13
Mar24

Quem tem mazelas, tudo lhe dá nelas.

Carla

Hoje estou para aqui virada. Os ditos populares acompanham-me. Mas o meu joelho esquerdo é a prova em que não se pode ter uma mísera dorzita, que tudo lá vai bater e agravar a dor.

Aqui à uns tempos queixei-me, e eu que nem sou nada de me queixar, que cada vez que subo ou desço escadas o joelho doi-me. Fui à médica e a senhora doutora, depois de dobrar, esticar, flectir para a esquerda e para a direita, chegou à conclusão que não tinha nada, nem líquido, nem inchado e o ranger do joelho era normal. Coisa da idade. Psicológico deu ela a entender...  Na última longa caminhada que fiz, descobri que não é o joelho que me doi, é perto da rótula do lado direito que o meu psicológico me atormenta, pois nessa noite o psicológico cada vez que encostava no lençol manifestava-se numa dor aguda. Talvez devesse ter ido à médica no dia seguinte, mas não fui. Até hoje não pus lá mais os pés. Até porque o meu psicológico não tem dado sinais. Mas na quinta ao sentar-me num banco bati com o psicológico nele, nada de grave. Na sexta ao subir o passeio coloquei mal o pé e o psicológico reclamou. No domingo à noite depois de todos os quilómetros feitos durante o fim-de-semana, o psicológico sentiu-se. Segunda e ontem dei-lhe descanço, mas hoje já lhe fiz outra mazela, ao ajoelhar-me para aspirar debaixo da cama, bati com o psicológico no chão à bruta, o desgraçado até uivou, de modos que estou a pensar voltar à médica.

Ela que me desculpe a insistência, mas isto de psicológico não tem nada. A mazela tá lá e hoje doi que se farta! 

 

 

 

12
Mar24

Situações caricatas num voo atrasado.

Carla

Ás 10h o encontro no aeroporto foi cumprido por todos, o voo 7668 estava previsto só para as 11.30, o que deu tempo para beber café antes do check-in. No painel de partidas piscava a palavra "atrasado", algo a que nos vamos habituando a ver com alguma frequência, quando se trata de voos para Portugal. Bebi o café tranquilamente e dirigi-me para o check-in, não sei se sou só eu, mas sinto-me sempre apreensiva, até um pouco nervosa, como se levasse qualquer coisa suspeita, sabendo que nunca levo nada e vai tudo nos conformes.

Mochila, carteira, líquidos dentro das medidas permitidas no saquinho e o casaco, dentro dos tabuleiros. Ao passar pelo controlo sinalizei algo irregular, assim como a carteira, o teste às mãos deu negativo. Procedeu-se ao teste à carteira, também negativo. Esta ao passar no scan revelou um saquinho com ervas suspeitas. Era folhas de louro. Que já tiveram melhores dias, mas com o tempo se desfizeram. Perguntam vocês porque tinha folhas de louro na carteira, creio que a mesma pergunta se fez o segurança. Uma mesinha que vi no facebook, 3 folhas de louro, 1 pau de canela, 2 moedas, dentro de um saquinho de pano vermelho, diz que atrai dinheiro...

Prossegui caminho até ao local de embarque, o voo atrasado, chegaria por volta das 13h, tempo de relaxar num sofá e comer qualquer coisa. Perto das 12.30 anunciaram para nos dirigirmos para o embarque e às 13h estava sentada dentro do avião no lugar 23C. Gentilmente as assistentes de bordo nos desejaram as boas vindas, nos pediram desculpas pelo atraso do voo. O motivo do atraso foi o piloto, este não apareceu para pilotar o avião e tiveram de esperar por outro que fazia a viagem do Porto para Lisboa para pegar neste, 7668, trazer ao Luxemburgo e leva-lo de volta a Lisboa.

A viagem foi tranquila sem grandes sobressaltos, quando nisto o piloto informa para nos preparamos para a aterragem, regressarmos aos nossos lugares e colocar o cinto de segurança. O voo estava no tempo previsto e a temperatura no Porto era de 14°. No Porto?!?!... a mim deu-me vontade de rir, mas houve quem começasse a stressar. O voo era para Lisboa! Lá teve o homem que dar meia-volta e retomar caminho até ao destino.

Aterramos em segurança em Lisboa. A malta stressadinha, assim que foi sinalizado que podiamos começar a nos preparar para sair, levantaram-se  e começaram a retirar as malas, mas as portas continuaram fechadas. E assim permaneceram, fechadas, por mais 15 minutos. O aeroporto já não contava com a nossa chegada, informa-nos a hospedeira e não tinha autocarros disponíveis para vir buscar os passageiros. 

Mas lá apareceram e o pessoal foi à vidinha. Com isto tudo cheguei a Lisboa já passava das 5 da tarde. 

Não tinha pressa, ia de fim-de-semana sem nada programado, até me diverti com este voo meio atrapalhado. 

Já o voo de Lisboa para o Luxemburgo correu sem grandes situações caricatas. Tirando o número do voo ser o mesmo, 7668, e o lugar onde vim sentada, 23C.

O saquinho com o louro e o pau de canela foi entretanto para o lixo, as moedas... gastei-as. 

 

 

30
Jan24

Se o gato me volta a morder, eu juro que o mato!

Carla

Desgramado do gato que até é tão giro, amarelo com riscas brancas, com um ar tão fofo e gentil, mas que à três noites seguidas me ferra os dentes na mão direita. Ontem não satisfeito com a ferradela, que deixou marcas profundas mas não sangraram, ferrou-me na perna, depois de ter sido arrastado, preso com a boca na minha mão até à sala onde estava a dona. 

A dona, Rita, que não conheço de lado nenhum, depois de me acusar que sou eu que o provoca, o que me irritou imenso e logo ali houve uma troca de palavras, saíu desembestada da minha sala com o gato nos braços. 

Despois disto acordei, eram duas horas e quarto minutos e custou-me imenso voltar a adormecer. 

Já pesquisei no Sr. Google o significado do sonho, mas as hipóteses são múltiplas e como diz uma amiga, tens de ver à tua volta a que melhor se encaixa. 

Escolho esta!

"Mordida de gato em sonho significa que algumas mudanças e novidades estão chegando em sua jornada"

Mas também vou ficar atenta a esta!

"Outra interpretação é que o sonho com gato mordendo simboliza deslealdade de parte de alguém próximo a você. Se descobrir de quem se trata, é recomendável se afastar dessa pessoa. Para que você possa seguir sem preocupar-se com alguém que age com você naturalmente, mas é falso."

 

12
Jan24

Coisas do dia-a-dia que não matam mas moem!

Carla

O despertador tocar naquela hora exacta em que estás a dormir ferrada e a ter um sonho porreiro. Não mata, mas mói! 

As cápsulas do café virem demasiado cheias e o café sair às mijinhas. E tu com pressa porque só tens 10 minutos, para o beber, vestir o casaco, meter o cachecol, gorro e as luvas, sair de casa, correr para a paragem e apanhar o autocarro para ir trabalhar. Não mata, mas mói!

Pessoas no autocarro a falar alto ao telemóvel ou a enviar e a receber mensagens de voz, quando vais ali meia ensonada, o cérebro em off e nem um murmurinho te apetece ouvir. Não mata, mas mói!

Chegar a casa do patrão e saber que só estiveste fora 6 dias, mas ao olhar para o cesto de roupa para passar a ferro, parece que estiveste fora quase um mês e vais passar as primeiras horas da tua manhã fechada na lavandaria. Não mata, mas mói!

Sair do trabalho 15 minutos mais cedo, porque tens um compromisso 1 hora depois, e o motorista do autocarro ir tão no relax que parece que vai a conduzir um autocarro de velhinhos num tour turístico pela cidade. Não mata, mas mói!

Pessoas estateladas em frente das prateleiras do supermercado e que se metem à tua frente quando vais tirar uma coisa. Não mata, mas mói!

Olhar para a folha de salário e ver a quantidade de euros que deverias receber, mas que são enviados automaticamente para os cofres do estado. Não mata, mas mói!

Ser quase 17 horas, daqui a 30 minutos  tens de estar no trabalho e não encontrar as chaves dos escritórios. Procurar, procurar, começar a desesperar, quase a acreditar que perdeste as chaves, o tempo a passar e começas a ficar fodida porque já reviraste tudo à procura do molho de chaves. Até que as encontras num bolso da carteira, que só usas para guardar pensos higiénicos e tampões. Não mata, mas mói!

Calçar dois pares de meias, porque só com um par os pés andaram o dia todo gelados, as botas apertarem,  o calo do dedo mindinho se queixar e começar a doer e os pés, esses continuaram gelados. Não mata, mas mói!

Quando vais cheia de pressa e os semáforos ficam todos vermelhos para os peões quando te sentem aproximar, parece que se uniram para te tramar e obrigar a chegar atrasada ao trabalho. Não mata, mas mói!

Perceber que sobrou um dinheiro ao fim do mês e esfregas as mãos de contente porque te apetece mimar e comprar qualquer coisa para ti, mas ao tirar a roupa da máquina que puseste a lavar a 95° notas que a roupa está gelada, a máquina está a avariar e tu não consegues viver sem ela. Não mata, mas mói!

Apetecer-te torradas ensopadas de manteiga, que derretida escorre pelos dedos abaixo, e verificares que não tens manteiga suficiente na embalagem. Não mata, mas mói!

 

 

09
Jan24

A estupidez humana não tem limites!

Carla

Quem é que se lembra de atirar àgua para um passeio, para o lavar, suponho, em dias de temperaturas negativas? Será que não passa pela cabeça destes iluminados, que a àgua gela e fica tipo ringue de patinagem? Em ruas pouco iluminadas, uma pessoa nem se apercebe do perigo, que está debaixo dos pés.

Vá lá, vá lá, só amassei o cú, podia ter sido bem pior!

Balhasemedeus!

08
Jan24

Estava aqui eu a pensar ...

Carla

... na morte da bezerra e na merda de tempo, que não há modos de nos largar e dar lugar ao sol, neste céu cinzento, nestes flocos de neve que tanto caiem com vontade, como a seguir param de cair e que já me fizeram espalhar carradas de sal no passeio, não vá alguém implicar porque o passeio escorrega, e neste vento gelado que há dias e dias que não pára de soprar... que mal uma pessoa mete o pé na rua, fica gelada até aos ossos, e lembrei-me! Claro que só pode ser culpa do (des)governo!

É que, se nos dessem um index maior que a inflação, o salário era melhorzito e poderiam sobrar uns euros e neste momento, eu poderia estar numa ilha tropical, a sul do hemisfério norte, a curtir o verão. 

Porra pá! Fechem lá as portas do polo norte que ainda apanho aqui uma pontada!

30
Nov23

Fim de dia adiado.

Carla

Um dia com outro qualquer, um início de noite, aquela hora em que as pessoas exaustas de um dia de trabalho, correm em direção à estação para apanhar o transporte público, desejosas de regressar a casa. Mas hoje, são impedidas de o fazer por um grande aparato policial, um barulho infernal das sirenes de carros de policia e ambulâncias. As que iam a pé em direcção à estação, regressam para trás, as que esperavam tranquilamente pelo comboio ou o autocarro são evacuadas, aqueles que regressam de carro a casa, ficam parados em longas filas de trânsito, as estradas todas que passam na periferia da estação estão fechadas. Um fim de dia atribulado, um regresso a casa por umas horas adiado. As pessoas desesperam...

Quando não são engenhos explosivos da segunda guerra mundial, encontrados durante os trabalhos nas ruas, são sacos suspeitos abandonados. O de hoje tinha uma granada de exercício, sei lá eu o que isso significa, inofensiva.

Vai se lá saber, porque é que alguém andaria por aí a passear, com uma granada de exercício inofensiva dentro de saco, que abandonou em frente da estação. 

Até hoje, e já tem sido demasiadas vezes, nada de grave aconteceu, foi sempre tudo bem controlado e resolvido pela polícia, ou então falso alarme.

Até ao dia ...

20
Nov23

Eu tenho dois amores.

Carla

 

Numa pequena sala, num ambiente tranquilo, jantava um casal visivelmente apaixonado, trocavam confidências em voz baixa, olhares e beijos apaixonados. Alheios à festa de aniversário que se realizava na sala maior. De vez em quando um grupo de amigas, perturbava a cumplicidade do casal, entrando no espaço para fumar um cigarro. 

Depois do jantar o casal saíu de braço dado, regressando o homem sozinho ao restaurante minutos depois. 

Já não entrou na pequena sala, juntou-se à festa, ficando ao balcão do bar perto da porta da entrada. 

O seu olhar várias vezes se dirigiu à porta, como se aguardasse pelo regresso da amada. 

Nisto, entra uma senhora, dirige-se ao homem, e ele comprimenta-a com um beijo quente, com paixão, com a mesma intensidade daqueles que, momentos antes tinha estado a trocar, com a mulher com quem tinha acabado de jantar.

 

"Meu coração continua

Sem saber o que fazer

É melhor amar as duas

Sem uma doutra saber

Que este encanto não se acabe

E eu já pensei tanta vez

Pois enquanto ninguém sabe

Somos felizes os três"

 

Tive pena do cachopo...

10
Nov23

Tou oficialmente velha!!!

Carla

 

Acabei de receber uma chamada de um centro auditivo a convidar-me para uma visitar e fazer um rastreio gratuito.

Recebi em Outubro, uma convocatória para participar gratuitamente no "esparramar as mamocas" aquele despiste que o estado envia anualmente para maiores de 50 anos.

Uma jovem ontem no supermercado disse-me: pode passar a Sra. tem prioridade. 

 

tou lixada... 

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