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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

25
Mar24

Do fim-de-semana 23 e 24 de Março

Carla

Este fim-de-semana foi assim... sol, chuva, granizo, neve, vento, lama...Dois dias, 28 km de solidariedade com o grupo dos caminheiros do facebook para o Relais pour la Vie, um evento da Fundação Câncer. Foi tão duro como bonito. Foi com um propósito diferente. Foi uma prova de fé, de amor.

O Relais pour la Vie é uma maratona de luta contra o cancro. Em equipa presencial na Coque, ou de forma conectada, caminhamos, corremos, andamos de bicicleta, uma maratona de esperança para com aqueles que lutam, para celebrar a vida com os que sobreviveram, em homenagem àqueles que infelizmente partiram e de apoio às familias. São 24 horas de muita emoção, convivio e amizade.

Como disse um lutador, "receber a notícia de que se tem cancro é ficar sem chão, mas não é o fim. É uma luta a enfrentar, a fé e o amor dao-me forças para lutar e eu vou vencer!" Força Pedro 🫶

É o amor que nos salva e este fim-de-semana, em cada abraço, em cada sorriso, em cada voluntário, em cada participante, sentiu-se amor.

Não sei se a fé vem primeiro, ou se o amor vem primeiro. Mas nestes dias fiquei com a certeza de que não há um sem o outro.

 

 

 

 

19
Mar24

Hoje é dia do pai

Carla

Ninguém nasce pai...

Quis a vida, que tivesses um pai que não quis ser pai e te tenha deixado à mercê da própria sorte com 2 anos, depois da tua mãe falecer. Tiveste o fortúnio de ter 1 irmã  que te amparou e criou. Mas o menino tranquilo, pacato e sorridente que cresceu na Praia da Victória, voltou um homem muito diferente de Ultramar. A ilha, o silêncio da ilha incomodou-te. Depressa regressaste ao continente. Assim como ninguém te ensinou a ser pai, também ninguém te preparou para a guerra. E ninguém te curou do mal. Os pesadelos assombravam-te as noites e encontraste no álcool a solução, para calar os gritos que te ecooavam na cabeça. Nunca falaste do terror que viveste em Angola, assim como nunca falaste da dor de perder um filho. Fechaste-te em silêncio para fazer o luto, mas quando de lá saiste, saíste um pai completamente diferente. Talvez a dor te tenha transformado. Nunca mais bebeste. Voltaste a nós.

O pouco tempo que tinhas passou a ser vivido connosco. Presente. Pai. Amigo.  Aprendeste a falar de sentimentos e demonstrá-los. E voltaste a sorrir.

Ninguém nasce pai, torna-se pai.

Pai... o meu amor maior. Que nos bons e maus momentos estamos lado a lado, mesmo com uma distância física de 2000 km.

Hoje queria dar-te um abraço daqueles bem fortes, ficamos pela video-chamada, mas já falta pouco.

Obrigada pai por seres como és.

Eu não seria a filha, mãe e mulher que sou se tu não fosses o pai que és.

 

 

 

 

 

17
Mar24

A família

Carla

Esta que me calhou e a que com o tempo se tornou. Afeiçoada e muito barulhenta. Bem capaz de despertar com gargalhadas todos o vulcões adormecidos à séculos. Um exagero naquilo que toca ao gostar de viver. Entre um copo de tinto e uma tábua de enchidos e queijos na mesa, permitimos-nos à partilha das nossas vidas sem reservas nem vergonha. Nunca sei se bebemos e comemos mais do que falamos, mas sei que somos perfeitos na arte que é saber rir e de saborear a vida. Encontramos-nos sempre que pudemos e quando não pudemos, damos um jeito. Despedimos-nos com abraços apertados enquanto falamos do próximo encontro, que nunca tem data certa, porque sabemos que estamos sempre para todos os encontros que forem precisos.

Da próxima vez tragam o mesmo vinho tinto e aquele enchido com trufas.

11
Mar24

Onde andas tu, mulher?

Carla

Estou aqui... mesmo em frente de vocês... sim, sou eu, regressei. Foi muito tempo? Que nada! Um fim de semana, nada mais! 

Fui respirar ar puro, andei também a olhar o céu a ver as nuvens, a espairecer os pensamentos, a ouvir as gaivotas.

Um fim-de-semana. Só 3 dias.

Só de vida ao ar livre, passeios, amigos. Só mar. Só caminhadas. Só Cascais. Só a costa do Estoril, passando por Carcavelos.

Só peixe. Só marisco. Só jesuitas. Só vinho branco. Só risos, conversa, amizade. 

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E foi tão bom. Um dia, talvez, outra vez.

 

07
Mar24

Hoje é dia dela, da maivelha.

Carla

Eu tenho dois filhos, um da barriga outro do coração. Há 18 anos fui adoptada por uma menina de 10 anos que me escolheu para ser mãe dela.

A Nana. 

Uma menina de sorriso doce, muito calada e que amuava por tudo e por nada. À medida que foi crescendo foi ficando muito chata. Tem a mania das limpezas, arrumação e organização, ralha comigo por ser uma baldas, revira-me os olhos quando me responde: "ohhh mulher" 

Nem sempre foi um relacionamento fácil, tivemos os nossos dias, mas superámos tudo. A maivelha é tudo para mim, veio completar, preencher este pequeno lar, trouxe boa disposição e dores de cabeça. A menina que amadureceu muito rápido com os pontapés da vida. A minha parceira. A minha melhor amiga. A mulher que me deu as coisas mais ricas da vida, os meus dois netinhos. 

A minha maivelha faz 28 anos. Aquilo que mais lhe desejo é que a vida lhe sorria sempre. 

 

04
Mar24

Gosto de dias completos.

Carla

... cheios.  Este fim-de-semana foram dias desses. Mesmo sendo um corre corre sem parar e hoje estar exausta, só de lembrar o sorriso do meu filho, ao entrar naquela sala e ver a família toda e os amigos, do Luxemburgo e da Bélgica, que se reuniram para festejar o seu aniversário surpresa, deixou-me de coração cheio. Eram tantos! Tantos e bons, tudo boa gente. Não há como agradecer a todos pelo trabalho que tiveram, nem pelos momentos fantásticos que partilhamos estes dois dias. Caramba! Não há coração que aguente. 

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21
Fev24

À caloteira com amor e carinho: deixa de ser sonsa e paga a tua dívida.

Carla

 

30 de Setembro de 2023.

Puxem de uma cadeira, sentem-se à minha beira que eu conto-vos tudo.

O dia estava ensolarado, bastante quente para aqueles dias de princípio de Outono. Tomei duche, estiquei o cabelo, uma maquilhagem suave no rosto e vesti-me segundo o dress-code do convite, branco.  A festa começava às três da tarde e prometia alongar-se noite dentro. Cheguei ao recinto e já algumas pessoas se encontravam no local, as caras eram-me todas familiares. Algumas amizades mais chegadas, outras nem tanto. A familia já estava toda reunida e aos poucos a sala foi enchendo. O grupo musical animava já no local e as entradas começaram a ser servidas. Entre uns acepipes e umas taças de champanhe, as conversas desenrolavam-se animadas e as gargalhadas foram ficando mais soltas. Segui-se uma pausa dançante e para tirar fotografias. Entretanto, era hora de sentar à mesa para começarem a servir o jantar. Do leitão só como a costela e a pele tem de estar bem estaladiça. E estava no ponto. Terminado o jantar, passámos à panóplia de sobremesas, sempre tudo bem regado com champanhe, vinho tinto, branco, verde, sumos e àgua. Antes da aniversariante, a minha irmã que fazia 50 anos, cortar o bolo, houve um jogo.

12 pessoas, 11 cadeiras. À medida que a música tocava íamos dançando à roda das cadeiras, era-nos dada uma ordem, assim que a música parasse tinhamos de encontrar o objecto pretendido, regressar á cadeira e sentar. Fui rápida a arranjar uma meia, um brinco e até um soutien, mas falhei o anel. Um anel coisa que toda a gente tem, e eu fui eliminada. Peguei na cadeira e abandonei o jogo. Neste dia por ser a mais lenta, desgracei a minha vida ao contrair uma dívida.  A minha sentença foi, convidar a minha irmã para uma noite de crepes em Fevereiro, no dia do "la Chandeleur". Se não o fizesse ficaria em dívida para com ela. Crepes... eu que gosto de os comer, mas detesto fazer! 

La Chandeleur 

Segundo uma tradição belga e francesa o dia 2 de Fevereiro é dia de comer crepes. Mas não se comem só crepes, há o saber virar o crepe. Este deve ser virado com a mão direita enquanto a mão esquerda segura uma moeda. Se ao virar o crepe este cair direito na frigideira, o ano será próspero. 

Dia 2 de  Fevereiro foi uma sexta-feira. Nesse dia não virámos crepes e a minha dívida mantinha-se. O mês foi passando e já a minha irmã duvidáva que iria pagá-la. Eu fazia contas aos dias, via o mês chegar ao fim e a dívida continuava por soldar. 

Domingo 18 de Fevereiro de 2024

A familia (era só para a minha irmã, mas o resto da malta colou-se) reuniu-se finalmente á volta da mesa para uma tarde de crepes. A futura nora que é belga, mais habituada a estas coisas, disponibilizou-se (cravei-a, ok...) para meter as mãos na massa e fazer crepes para 16 pessoas. Doces e salgados, com gluten e sem gluten, barrados com nutela, doce de morango ou só com açucar e canela, morangos, framboesas, mirtilos e manga, fiambre e queijo...e a tarde passou-se.

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Não virámos os crepes com a moeda na mão, logo não sei se o ano será próspero ou não, mas a minha dívida foi paga, agora já posso pousar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila. 

 

 

28
Jan24

A voltinha de hoje deu a módica quantia de 18 km...

Carla

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Se existem muitas razões pelas quais gosto de caminhar, uma delas é poder andar livremente por montes e vales, florestas fora e poder apreciar a paisagem, a calmaria da natureza e o cheiro. 

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A natureza é capaz de limpar a alma, revigorar, refrescar, acalmar, alegrar e trazer paz. 

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Na natureza nada é perfeito mas tudo é perfeito. 

01
Jan24

Passagem de ano arrumada.

Carla

Não fui ao Dubai, nem a Nova York, nem mesmo à Madeira, comi as 12 passas e abri a garrafa de champanhe, entre família e amigos em casa, comi raclette, assim cada um tratou de si e não se deu trabalho a ninguém, muito bem regada para não se ter frio. Não assisti ao fogo de artifício. Não usei cuecas azuis, nem lantejolas, isto é capaz de lixar o meu novo ano, mas meti uma nota no bolso e saltei com o pé direito por duas vezes, quando deu a meia noite no Burgo e em Portugal, sou capaz de ter salvo o novo ano. Logo se vê. Dancei ao som de tudo o que de mais tuga e pimba se pode ouvir. Desejei saúde, amor, sucesso e muita felicidade para os meus, desejei ter força e coragem para enfrentar todas as adversidades que surgirem pelo caminho. Prometi não me deixar abater por promenores sem importância, e fazer de tudo para ser mais feliz. Passagem de ano arrumada. Agora é viver cada dia do novo ano com intensidade.

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