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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

02
Abr24

Cheguem-se à frente!

Carla

Vá lá, confessem!

Quem foi o engraçadinho ou a engraçadinha, que andou a trocar as massas quebradas de lugar no supermercado?

A quiche de espinafres e cogumelos a massa quebrada era salgada. A quiche de bacon e cogumelos a massa quebrada era doce... eu fui ao sítio certo e tirei as duas do mesmo monte.

O jantar dependia dessas duas embalagens de massa quebrada e a coisa não correu lá muito bem.

Engraçadinhos.

 

05
Fev24

Não querendo entrar em discussões desnecessárias.

Carla

Até porque é segunda feira. E as segundas são dias difíceis, principalmente quando os fins de semana foram extraordinários.

Também porque aprendi, num módulo durante uma formação que fiz durante o tempo em que fui vendedora da cerveja Sagres, já lá vão uns anos valentes, mas trouxe comigo prá vida, há três assuntos dos quais não se fala, se não queremos correr o risco de perder uma venda. Religião. Futebol. Política. Respeito tudo e todos até porque discussões desnecessárias não são bem a minha onda. 

Vamos lá ao ponto G da coisa, hoje de manhã li que as sondagens, davam vitória de novo ao PS.

Será que isto está relacionado com algo que é muito nosso? O mas... 

"É tudo farinha do mesmo saco, mas..."

"Estes roubaram, mas..."

"Mudar, mas..."

"Mas ... mas..."

Não percebi. Mas... não faz mal.

 É Segunda-feira. 

 

 

 

 

12
Jan24

Coisas do dia-a-dia que não matam mas moem!

Carla

O despertador tocar naquela hora exacta em que estás a dormir ferrada e a ter um sonho porreiro. Não mata, mas mói! 

As cápsulas do café virem demasiado cheias e o café sair às mijinhas. E tu com pressa porque só tens 10 minutos, para o beber, vestir o casaco, meter o cachecol, gorro e as luvas, sair de casa, correr para a paragem e apanhar o autocarro para ir trabalhar. Não mata, mas mói!

Pessoas no autocarro a falar alto ao telemóvel ou a enviar e a receber mensagens de voz, quando vais ali meia ensonada, o cérebro em off e nem um murmurinho te apetece ouvir. Não mata, mas mói!

Chegar a casa do patrão e saber que só estiveste fora 6 dias, mas ao olhar para o cesto de roupa para passar a ferro, parece que estiveste fora quase um mês e vais passar as primeiras horas da tua manhã fechada na lavandaria. Não mata, mas mói!

Sair do trabalho 15 minutos mais cedo, porque tens um compromisso 1 hora depois, e o motorista do autocarro ir tão no relax que parece que vai a conduzir um autocarro de velhinhos num tour turístico pela cidade. Não mata, mas mói!

Pessoas estateladas em frente das prateleiras do supermercado e que se metem à tua frente quando vais tirar uma coisa. Não mata, mas mói!

Olhar para a folha de salário e ver a quantidade de euros que deverias receber, mas que são enviados automaticamente para os cofres do estado. Não mata, mas mói!

Ser quase 17 horas, daqui a 30 minutos  tens de estar no trabalho e não encontrar as chaves dos escritórios. Procurar, procurar, começar a desesperar, quase a acreditar que perdeste as chaves, o tempo a passar e começas a ficar fodida porque já reviraste tudo à procura do molho de chaves. Até que as encontras num bolso da carteira, que só usas para guardar pensos higiénicos e tampões. Não mata, mas mói!

Calçar dois pares de meias, porque só com um par os pés andaram o dia todo gelados, as botas apertarem,  o calo do dedo mindinho se queixar e começar a doer e os pés, esses continuaram gelados. Não mata, mas mói!

Quando vais cheia de pressa e os semáforos ficam todos vermelhos para os peões quando te sentem aproximar, parece que se uniram para te tramar e obrigar a chegar atrasada ao trabalho. Não mata, mas mói!

Perceber que sobrou um dinheiro ao fim do mês e esfregas as mãos de contente porque te apetece mimar e comprar qualquer coisa para ti, mas ao tirar a roupa da máquina que puseste a lavar a 95° notas que a roupa está gelada, a máquina está a avariar e tu não consegues viver sem ela. Não mata, mas mói!

Apetecer-te torradas ensopadas de manteiga, que derretida escorre pelos dedos abaixo, e verificares que não tens manteiga suficiente na embalagem. Não mata, mas mói!

 

 

17
Out23

Amesterdão daria comigo em doida!

Carla

Uma cidade onde os ciclistas têm prioridade sobre os peões. Isso eu já o sabia.

O que eu não sabia, é que no dia da city walk, a tal caminhada pelas ruas da cidade, estas não estariam devidamente assinaladas, a todo o momento corremos o risco de levar com uma em cima.

Os ciclistas, não tiveram o minimo de respeito e empatia pelos mais de 20.000 caminheiros que participaram na prova.

Já os cães são diferentes. Calmos e simpáticos. Não se chateavam por eu distraidamente impedir o caminho dos donos, que os levavam nas bicicletas. 

 

22
Set23

Estado clínico

Carla

Eu tenho problemas com médicos. Posso bem passar sem eles, e geralmente só vou nas últimas. Mas tenho aqui um problemazito que se arrasta a algum tempo, nada de grave. Insónias. Durmo pouco, umas horitas, que não são as suficientes para me levantar plena de energia, e os poucos neurónios que tenho estão a entrar em colapso, negam-se a fazer as sinapse como lhes compete. E como temo que com o tempo, e com a falta de horas de sono com qualidade, tenha problemas mais graves no futuro, fui ao médico.

Uma menina novinha, super simpática, que começou logo por me alertar dos problemas que o não dormir, podem ter na nossa saúde. Descobri também que sofro de bruxismo.

Calma! Não tem nada a ver com bruxos ou bruxas, (talvez o tenha sido noutra vida e tenha ardido na fogueira, ou como diz a Paula, "nós somos os filhos das bruxas que não arderam na fogueira"), nem coisa que nos valha.

Há anos que as pessoas se queixam que ranjo os dentes enquanto durmo e que é um tormento dormir ao meu lado. Eu sempre brinquei com isso e costumo dizer que enquanto durmo, o meu verdadeiro eu, revela-se. Hoje descobri o nome dado ao meu ranger de dentes. Bruxismo.

Depois dos problemas postos em cima da mesa, vieram as soluções para o "como ter uma noite revigorante de sono":

- temperatura do quarto a 17° (entramos logo em despesas. Tenho de comprar e mandar instalar um termóstato, um aparelho de ar condicionado para o verão e ligar o aquecimento no inverno, coisa que nunca faço, seca-me a garganta e dá-me dores de cabeça)

- quarto completamente escuro (tá sempre, a claridade irrita-me), num local sem barulho (moro numa rua principal do Luxemburgo, muito movimentada dia e noite, terei que falar com os srs da câmara para desviar o trânsito. E debaixo da janela do meu quarto é uma paragem de autocarros, vou enviar uma carta à CFL para alterar a rota do 3, 5, 29 e o city night bus. Posso também mudar de casa... mas as dificuldades em arrendar e as rendas ... talvez consiga um acordo mais rápido com as hipóteses anteriores!)

- escutar o corpo e os sinais de sono (escuto várias vezes ao dia, mas talvez seja despedida se me deitar a dormir no local de trabalho)

- 7 a 9h de sono é o ideal (acho que foi por isso que consultei um médico e paguei uma de consulta)

- actividade física de 30 minutos diários, mas nunca à noite (quando vou ao ginásio, quando vou ... é ao fim do dia, querem ver que é isto que me perturba o sono? Eu até acho que nesses dias durmo ferrada)

- evitar os turnos da noite (terei de me despedir? trabalho das 18h às 22h, mas não sei se é considerado como "turno da noite")

- deitar-se antes das 22h (eu tento, mas o patrão não me deixa sair mais cedo)

- evitar os ecrãs no quarto (não tenho) privilegiar um livro (faço isso à anos), nada de telemóvel no quarto (tá lá, sempre em off, funciona só como despertador, preciso dele todas as manhãs para acordar)

- evitar café depois das 15-16h (feito durante toda uma vida)

- refeições ligeiras à noite ( não faço nem ligeiras nem pesadas. Depois das 17h não como nada)

- chá relaxante à noite antes de dormir  (só se for para me levantar de 10 em 10 minutos com a bexiga a dar sinais que tem de ser despejada)

Não seria tão mais fácil e prático ter-me prescrito uma merdice qualquer, fraquinha, até à base de plantas, se preferisse, para me ajudar a dormir? Não! Tinha de vir com uma lista de soluções/tretas, sem interesse nenhum para a minha vida. Que perda de tempo ... mas vou aceitar a sugestão da protecção em silicone para não desgastar os dentes e relaxar a articulação  temporomandibular. Sobre fazer meditação e yoga, não vou sequer comentar.  E os longos passeios ao ar livre ... gosto bastante e faço sempre que posso.

E agora ... vou fazer mais qualquer coisa ao patrão. 

Continuação de um excelente dia a todos!

 

 

 

 

 

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