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Mas para que raio quero eu um blog?

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Um blog sem pernas para andar, com uma dona sem vontade de escrever.

Mas para que raio quero eu um blog?

30
Abr24

Desde quando se tornou tão complicado?

Carla

Passo os pratos por àgua e coloco-os cuidadosamente no cesto de baixo da máquina de lavar loiça. Os maiores atrás, logo seguidos pelos de sobremesa. Os de sopa alinhados do outro lado. Depois passo para os talheres, as facas com a lâmina para baixo, os garfos no separador em frente das facas. As colheres de sopa logo a seguir às facas, e as colheres de sobremesa antes dos garfos. As colheres de café no separador mais pequeno. Se fosse aqui em casa, era tudo metido à balda. De certeza que encaixaria as tigelas do pequeno almoço no meio dos pratos, os talheres era metidos no cesto à mão cheia e tachos e panelas onde houvesse espaço.

Pego numa grande faca e procuro lugar para a encaixar, e ouço vindo da porta da entrada da cozinha, "essas facas não vão à máquina, estraga a lâmina, têm de ser lavadas à mão", e dirigi-se à máquina para inspecionar. "estes copos são deste lado" e começa a arranjar as coisas ao jeito dele. "os copos de àgua são aqui", "estas chávenas maiores deste lado, e as de café ao lado dos pires". Faço um sorriso amarelo. "Carla, não se esqueça, programa económico para poupar energia" instrui ele e antes de sair, acena-me com a mão e diz-me "volto daqui a 1 hora"

Olhei para a faca que ainda tinha na mão, senti-me tentada...

29
Abr24

Se é para ser Holanda ...

Carla

Pode bem ser : Sábado de manhã em Zaanse Schans entre :

                          Moinhos...

Fazem parte da paisagem desde o século XI, usados para diversos fins, como moer milho, serrar madeira, extrair óleo... Mas, a sua principal função desde os primórdios, foi retirar o excesso de àgua das regiões pantanosas, para torná-las habitáveis e produtivas.

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Zaanse Schans e as suas casinhas, pontes, canais, ovelhas e moinhos, para nos mostrar como era a vida no passado , um museu recriado a céu aberto. Aqui tudo funciona como antigamente, a farmácia, a padaria, a destilaria, a fábrica de chocolates, a fábrica de queijo, dos tamancos e os moinhos.

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Queijo ...

Queijaria Henri Willig onde a 50 anos é produzido o queijo Gouda. 

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Tamancos...

Uma visita à oficina onde de forma artesanal, são fabricados os famosos tamancos holandeses.

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E por falar em tamancos, entre tantos expostos no museu, estes são originais!

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Almoçar em Zaandam e visitar a cidade cujas casas parecem uma construção de legos.

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E à tarde rumar até Haarlem.

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Os holandeses sairam à rua para comemorar o aniversário do rei, Guilherme Alexandre, e eu juntei-me a eles. Fica a visita para um dia mais tranquilo.

Vida longa ao Rei! Que dê a este pessoal muitos mais feriados para comemorar!

26
Abr24

Quanto tempo demora uma mulher, a ser considerada oficialmente de "encalhada"

Carla

De tanto conviver com homens, só da casa são oito, treino com vários, caminho com outros tantos, e trabalho com mais uma porrada deles, que qualquer dia não se admirem se me virem a coçar os tintins. Porque hoje, dei por mim a falar de carros e miúdas à hora de almoço, com estes dois que me têm azucrinado a paciência todo o santo dia. Falam mais do que trabalham e não vejo jeito de a grande obra avançar. 

Ao que parece uma moça conhecida de ambos, separou-se vai para cinco anos, tem estado sozinha e já tem o selo de "encalhada". Nem o meu argumento de "estar sozinha por opção" os convenceu.

Foi nesse momento que, depois da pergunta "a dona Carla está sozinha à muito tempo?", achei melhor mudar de assunto, para carros,  e não lhes dar a saber a idade da minha solteirice. Provavelmente levava com o rótulo "off the market" ou algo bem pior!

🤣🤣🤣

25
Abr24

A liberdade é tua, defende-a.

Carla

Liberdade...

Liberdade de expressão 

Liberdade de pensamento 

Liberdade de escolha

Liberdade de género 

Liberdade económica 

Liberdade de ideia

Liberdade de opinião 

Liberdade religiosa 

Liberdade de viver sem medo

Liberdade de não agradar a todos

Liberdade de não sermos perfeitos

Liberdade de não saber tudo

Liberdade de tempo

Liberdade de ser diferente

Enfim... liberdade... 

Liberdade... a minha acaba onde a tua começa. E vice-versa.

 

Liberdade é uma forma de estar na vida e implica um tremendo respeito pelo outro e pela diferença e pela luta permanente, para que nenhum destes se perca.

Vivemos mesmo em liberdade?

24
Abr24

Amanhã à noite serei outro eu.

Carla

Não consigo explicar o que sinto quando, ao consultar os resultados, verifico que ainda não foi desta. Incompreensível não me saíu nada. Ainda não foi na segunda-feira que me saíu o EuroDreams. Sinceramente...

Sim, deixei-me do Euromilhões, a concorrência é muita, optei por uma coisa mais nossa, aqui do burgo, o EuroDreams. Somos menos, logo as probalidades são maiores, e, caso acerte na chave, tenho direito a 20.000 euros por mês, durante 30 anos. Amanhã, volta a andar à roda e eu volto a meter os papéis prá reforma. 

20.000 euros por mês! durante 30 anos... isso é que é assunto! Agora só falta amanhã à noite saírem os numerozitos da minha chave, e não terei de me preocupar com mais nada na vida. 

"Nem sabes o que fazer a tanto dinheiro" diz-me Euzinha. Sei sim! A primeira coisa que faria era mandar um avião vir-me buscar, a segunda era procurar um local com temperaturas quentes e àguas mornas onde construir uma casinha, pequenina mas virada pro mar.

Até já sei o que quero, mas estou indecisa entre, uma de rés-do-chão e primeiro andar, 

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Ou só de rés-do-chão...

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...é que já não vou para nova e subir escadas é capaz de ser má ideia.

Agora só falta aquela coisita chamada sorte! 🍀

 

 

22
Abr24

A cidade dos portões dourados.

Carla

Nancy

Não lhe dediquei o tempo que lhe devia ter dedicado, a cidade merecia muito mais, um fim-de-semana completo e não somente meia dúzia de horas. Merecia que me tivesse perdido com tempo pelas ruas, que tivesse explorado minuciosamente os jardins magníficos e não que os tivesse visto só de passagem. Merecia uma degustação mais demorada da beleza da cidade.

Limitei-me ao percurso assinalado pelas setas douradas, o histórico, mas sem adentar muito na história. Nancy é uma cidade com ar refinado e aristocrático. A praça Stanislas exemplifica bem a elegância da cidade com os seus  palácios, candeeiros e fontes. 

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Portões monumentais em ferro forjado estilo rococó e dourados em folha de ouro, dão acesso a esta praça 

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Place de la Carrière

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A porta de la Craffe, fortificação mediaval do séc 14

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Basílica Saint- Epvre 

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Mas outras praças magníficas, igrejas requintadas e impressionantes arcos triunfais atestam o passado majestoso da cidade.  Á qual regressarei com tempo e calma.

 

 

 

19
Abr24

Ontem estiveram comigo.

Carla

Aqui, neste cantinho, pessoas de Portugal, Brasil, China, Luxemburgo, Espanha, Alemanha, Angola, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Itália, Moçambique, Polónia, Reino unido. No dia anterior a Irlanda, Canadá, Finlândia. A Arménia, o Benin e o Bangladesh também já por cá marcaram presença.

Tem dias que isto parece as Nações Unidas, de tanta variedade de gentes, já outros... 😅

Coisas da vida. 

Bom dia!

18
Abr24

Destaque

Carla

Obrigada à equipa do Sapo pelo destaque.

Um destaque aumenta as visualizações e aparecem logo maluquinhos a querer dar nas vistas e gente culta a fazer reparos e correções

Obrigada também a todos os Anónimos pelos comentários. Que seria de mim sem o vosso contributo! 

 Pena comentarem como anónimos, seria um gosto ler os vossos blogues, creio que teria tanto a aprender!

16
Abr24

A minha tia velha.

Carla

Antes das sete e meia a minha tia,  enquanto abria as persianas, avisava-nos em tom assertivo, "se é para ficarem a dormir, não aproveitamos a praia". Fizesse chuva, sol, vento, nublado, lá iamos nós a toque de caixa banhar o corpo nas àguas "mornas" da praia da Figueira. 

Enquanto tomávamos o pequeno almoço, entre o " despachem-se" e o "a praia é boa é de manhã cedinho", ela preparava o farnel. Alugava barraca durante o dia todo, e tinhamos de carregar comida suficiente, porque não havia o pedir isto ou aquilo na praia, com muita sorte tinhamos direito a um gelado ou a uma bolacha na praia, se nos portássemos bem.

E lá iamos os cinco, eu, a minha irmã e o meu irmão, a minha prima e a minha tia, a pé de Tavarede até à praia de Buarcos, cada um com uma mochila às costas, onde ia o farnel, a garrafa de àgua e a toalha. A minha tia encarregava-se de transportar também o saco com os brinquedos.

De vez em quando juntava-se a minha outra tia, "moça fina de Lisboa", chegava à sexta e ia embora domingo, alugava quarto na zona do Bairro Novo, conduzia um citröen boca de sapo beje, e gostava de frequentar o casino. Mas esta minha tia nunca teve estatuto de tia, porque era só a namorada do meu tio. Tia era a mãe dos meus três primos que faleceu antes de eu nascer,  que me escolheu o nome porque iria ser minha madrinha. Algumas vezes fazia-se acompanhar pelo filho dela, mas o puto já tinha meia dúzia de pelos na "venta", a onda dele era outra e longos dias de praia sem os amigos era "uma seca". 

A minha mãe, empregada de limpeza na casa de uns "senhores" raramente nos acompanhava, o meu pai, empregado de distribuição num armazém de bebidas, tirar férias no verão era impensável, era altura de muito trabalho. Ao fim de semana, normalmente iamos até à lagoa de Mira onde faziamos um picnic que durava até à noitinha.

Assim que chegávamos à praia ia tudo ao banho. Se estava fria iamos na mesma, porque a minha tia dizia que "àgua quente é em casa", verdade que depois de estarmos lá dentro ninguém queria sair. E ali ficava ela, de pé com as mão na cintura, à beirinha da àgua a vigiar-nos, a bata até abaixo do joelho,  a minha tia nunca usava fato de banho porque tinha muitas varizes, e as "varizes querem banho de mar mas não podem apanhar sol".

Na hora de almoço e depois de comermos as sandes, naquela hora em que o sol "está muito forte" ninguém saía de dentro da barraca, e só podíamos ir à àgua depois de fazer a digestão, que ela controlava com rigor no seu relógio de pulso. Assim que nos dava ordem de soltura, corriamos viradas ao mar para mais uns banhos, enquanto ela ficava sentada na toalha à porta da barraca, com uma toalha em cima das pernas, a fazer renda. Volta e meia lá nos dava um berro, ou porque estávamos muito dentro do mar, ou porque a minha irmã amuava e ia sentar-se perto dela.

No fim do dia, depois de muitas horas dentro da àgua, ela ordenava que fossemos para as toalhas, ninguém saía da praia enquanto os fatos de banho não estivessem completamente secos, porque não queria que ninguém fosse o caminho de regresso a casa, a queixar-se que estava com as pernas assadas por causa da roupa molhada.

No fim de Agosto regressava a Lousa, uma aldeia perto de Loures, na camioneta com destino a Lisboa, mas antes de embarcar, entre muitos beijos e abraços, às escondidas da minha mãe dáva  uma notinha a cada um, uma mania que ainda hoje tem.

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A minha prima diz que andava de volta dos albuns de família e descobriu esta pérola, de Agosto no ano de 1985.

 

 

 

 

15
Abr24

Este post é um desafio à vossa imaginação.

Carla

Entre muitas coisas que a minha mãe me diz, uma delas, é que eu tenho uma imaginação muito fértil. Se ter uma imaginação fértil for a capacidade de pensar de forma original, e imaginar for uma actividade normal e saudável para o cérebro, como diz o Sr. Google, então eu tenho essa capacidade e o meu cérebro é saudável.

Na jornada aprendemos que devemos sempre observar atentamente o caminho, e eu aprendi há muitos anos, a ter uma visão periférica, com o instrutor de condução que me chumbou no exame, à conta de não estar atenta ao meu redor.

Já a malta que caminha comigo, diz-me na brincadeira, que tenho de pôr mais tabaco nas cenas que fumo. Que culpa tenho eu que eles tenham uma imaginação limitada? E que caminhem preocupados em chegar ao fim, de olhos postos no chão e sem prestar atenção ao que os rodeia?

Este domingo foram 25 km, com formações rochosas dignas de se perder tempo a observar atentamente. E nestas minhas observações, o que vi partilho com vocês, que isto é uma actividade engraçada, meter os olhos a olhar para além de uma simples rocha e o cérebro a dar-lhe forma.

O que os meus olhos viram:

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A cabeça do Frankenstein.

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Um coelho visto de lado.

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A cabeça de uma tartaruga.

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A cabeça de uma pessoa.

 

As pessoas que se deram ao trabalho de estudar a mente humana, deram-lhe o nome de Pareidolia, e dizem ser uma característica de pessoas com um humor positivo e criativas. 

O que os vossos olhos vêem?

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E o coração? Ali à vista de todos... até ele lhes passou ao lado.

 

 

 

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